Made in Cuba

Estamos em pleno conflito entre comunistas e capitalistas e ninguém me avisa? Justo eu que achava que a Guerra Fria terminou… A visita da blogueira cubana Yoani Sánchez mostrou que o Brasil está bipolarizado entre “ameritucanos” e “soviéPTicos”. Balela! Por mais que ambos os lados queiram aproveitar o momento para discutir o sexo dos anjos – ou simplesmente aparecer –, o verdadeiro cerne da questão é muito mais simples: a liberdade de expressão.

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Dar um jeito no jeitinho

Em tragédias como a de Santa Maria (RS), é implacável a busca por culpados. Entretanto, os danos, de tão irreparáveis, tornam investigações como essa mera burrocracia. É óbvio que aqueles que contribuíram para o ocorrido devem ser apurados e devidamente responsabilizados. Mas devemos entender que isto é o MÍNIMO. Uma medida paliativa onde a corda estoura apenas para o lado mais fraco. Enquanto a causa não for atacada, os efeitos, por mais combatidos que sejam, sempre estarão presentes. O mais difícil neste momento é entendermos que a transformação passa por cada um de nós, sem exceção, pois casos como o da boate Kiss são, invariavelmente, decorrência do que tanto nos orgulhamos: o maldito jeitinho brasileiro. Continuar lendo

Do colorido ao preto e branco

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O uso de cores sempre foi um instrumento publicitário para causar reações inconscientes nos cérebros de seus alvos. Todos sabem que o amarelo e o vermelho do McDonald´s não foram escolhidos aleatoriamente, por exemplo. Mas não é apenas no mercado de consumo que o marketing utiliza-se de sua aquarela, já que, na corrida eleitoral, se usa todas as armas possíveis para obterem-se votos. Infelizmente, o festival de cores morre junto com a campanha, já que a vida do povo continua cada vez mais preta e branca.

Na atual campanha eleitoral, é nítido que, candidatos e partidos, na tentativa de encontrar novas formas para enganar o desatento eleitor, alteraram sua identidade visual. Em outras palavras, querem desvincular-se tanto do seu passado quanto da história da sua agremiação partidária. Querem parecer o “novo”. Simbolizar a renovação na tão encardida política brasileira. Continuar lendo